quinta-feira, 30 de março de 2017

Planejamento de aula sobre feudalismo

No dia 30/03, em conjunto o grupo optou pela confecção de um mapa feudal para compreender os principais elementos do feudo e as relações de poder . Este seria composto de castelo, senhor feudal, igreja, instrumento de trabalho, servos e legendas. Os educandos fariam em uma folha individualmente seu feudo, acompanhando a confecção do professor e dos pibidianos que farão um grande feudo exposto no quadro.
Abaixo as figuras que serão usadas para a confecção do Feudo.









quinta-feira, 23 de março de 2017

Renascimento

O Renascimento foi um movimento artístico, cultural e cientifico que marcou a passagem da Idade Média para a Idade Moderna, o renascimento trouxe novos temas e interesses científicos e culturais para a época. Porém ele não pode ser considerado uma ruptura radical do mundo medieval.

·         Características do Renascimento:

§ a valorização da cultura greco-romana, como paradigma no plano intelectual e artístico;·     

§ a glorificação do homem, o qual foi colocado no centro de tudo (antropocentrismo);·        

§ a busca de um padrão intelectual que transcendesse as fronteiras nacionais(universalismo);

§ a importância da Natureza e de seus fenômenos;·       

§ o racionalismo e o espírito crítico, que se traduziram na adoção da observação e de métodos experimentais. O racionalismo é um marco histórico característico do Renascimento, embora não seja exclusivo dele.


·         Relação com a burguesia e o individualismo:
·         Essa valorização das ações humanas abriu um diálogo com a burguesia, que floresceu desde a Baixa Idade Média. Suas ações pelo mundo, a circulação por diferentes espaços e seu ímpeto individualista ganharam atenção dos homens que viveram todo esse processo de transformação privilegiado pelo Renascimento. Ainda é interessante ressaltar que muitos burgueses, ao entusiasmarem-se com as temáticas do Renascimento, financiavam muitos artistas e cientistas surgidos entre os séculos XIV e XVI. Além disso, podemos ainda destacar a busca por prazeres (hedonismo) como outro aspecto fundamental que colocava o individualismo da modernidade em voga.

§  As cidades italianas e o mecenato
·         A aproximação do Renascimento com a burguesia foi claramente percebida no interior das grandes cidades comerciais italianas do período. Gênova, Veneza,Milão, Florença e Roma eram grandes centros de comércio, onde a intensa circulação de riquezas e ideias promoveu a ascensão de uma notória classe artística italiana. Até mesmo algumas famílias comerciantes da época, como os Médici e os Sforza, realizaram o mecenato, ou seja, o patrocínio às obras e estudos renascentistas. A profissionalização desses renascentistas foi responsável por um conjunto extenso de obras que acabou dividindo o movimento em três períodos: o Trecento, o Quatrocento e Cinquecento. Cada período abrangia respectivamente uma parte do período que vai do século XIV ao XVI.


§  Períodos do Renascimento:
·         Trecento: 
§  Transição da cultura medieval para a renascentista;
§  Mistura de vários temas da vida com a religiosidade;
§  Língua italiana nas obras literárias;
§  Humanismo presente nas obras literárias e artes plásticas;
§  Aspectos da cultura grego-romana na literatura;
·          Quatrocento:
§  Presença de aspectos da cultura grego-romana, principalmente do considerado pagonismo;
§  Financiamento dos mecenas a artistas;
§  Pinturas a óleo;
§  Ápice da Arquitetura, Literatura e Artes plásticas;
§   Procura da perfeição nas pinturas;
§  Mistura do moderno com o clássico.
§  Cinquecento:
§  Temas religiosos;
§  Humanismo presente na literatura, pintura e esculturas;
§  Expansão do renascimento para a Holanda, Espanha, Portugal, França e Alemanha;
§  Enfraquecimento do movimento na Itália.


§  Principais artistas renascentistas
§  Leonardo da Vinci (1452-1519)
Considerado um dos maiores gênios da história da humanidade, Leonardo da Vinci foi pintor, escultor, engenheiro, cientista, escritor e inventor italiano.
Nascido no vilarejo italiano de Anchiano, Leonardo foi uma das figuras mais importantes do Renascimento, de forma que contribuiu para a produção intelectual e artística da época. De suas obras destacam-se: “Última Ceia” (Santa Ceia) e “A Gioconda” (ou Monalisa).

§  Michelangelo Buonarroti (1475-1564)

Pintor, escultor e arquiteto italiano, Michelangelo nasceu na cidade de Caprese, região da Toscana.
Foi um dos maiores representantes da arte renascentista e, sem dúvida, sua maior obra foi a pintura da abóboda da "Capela Sistina", na Catedral de São Pedro, em Roma.
O artista passou quatro anos (1508-1512) pintando o local, que agrupa cerca de 300 figuras, das quais se destaca: “O Juízo Final”. Na escultura, suas obras mais representativas foram: “Pietà” e a “Escultura de Davi”.

§  Rafael Sanzio (1483-1520)

Ao lado de Leonardo da Vinci e Michelangelo, Rafael formou a tríade mais importante dos grandes mestres da arte italiana da Renascença.
Pintor italiano nascido na cidade de Urbino, inovou as técnicas de pintura, ao utilizar contrastes de luzes e sombras.
Ficou conhecido por suas diversas “Madonas” (mãe de Jesus), das quais se destaca: “Madona e o Menino Entronados com Santos” (1505).

§  Donatello (1368-1466)

Além da tríade dos principais representantes da Renascença, Donatello foi um importante escultor italiano do período, nascido em Florença. Introduziu novas técnicas artística ao utilizar diferentes materiais para compor suas esculturas, tal qual, mármore, bronze e madeira.
Seus trabalhos mais representativos são: a escultura de “São Marcos”, em Florença, e “Gattamelata”, na cidade de Pádua.

§  Sandro Boticcelli (1445-1510)

Pintor e desenhista nascido em Florença, Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, mais conhecido por seu nome artístico, Sandro Boticcelli, foi um dos pintores mais proeminentes da Itália renascentista.

Em suas obras, abordou temas religiosos e mitológicos, donde se destacam: “A Primavera” e “O Nascimento de Vênus”.



Referências

Mudanças no PIBID

No dia de hoje tivemos a troca de coordenadores do PIBID de História. Agradecemos ao professor Ramon Tisott, pela sua parceria e pelo comprometimento ao longo desses meses, damos boas vindas a professora Eliane Cardoso e esperamos continuar realizando um bom trabalho. Neste dia também recebemos duas novas integrantes Alessandra Cardoso e Daniela Prestes no lugar de Eduardo Petrini e Luana Berraza.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Primeiro contato com a E. E. E. M. Melvin Jones



No dia 06 de Março de 2017, fomos até a escola Melvin Jones para o primeiro contato com as turmas e o próprio ambiente escolar.

Tivemos contato com alguns professores e, após observar parte da aula que estava sendo dada pela Professora Fabrícia, fomos apresentados pela turma. Nos apresentamos e falamos um pouco sobre qual a finalidade do projeto e um rápido comentário sobre como foi nosso trabalho do ano anterior. Tivemos este primeiro contato com apresentações de cada aluno, onde falavam nomes, idade, tempo de escola e tinham mais espaço para falar o que esperavam do projeto, o que gostam e o que não gostam de trabalhar.

Após esse primeiro contato, fomos conduzidos para uma visita aos espaços externos da escola. Durante o período que tínhamos livre ficamos na sala dos professores juntando observações e anotações que tivemos durante o contato com a escola e as turmas e começamos a colocar no papel as ideias que podiam vir a ser trabalhados nos próximos encontros.

No encontro tivemos a presença dos bolsista Anderson Boppsin, Diuliane de Castilhos, Erick Porto e Fernanda Dinarowski.



quinta-feira, 2 de março de 2017

Leitura do livro: Casa Grande e Senzala




Casa Grande e Senzala – Gilberto Freyre

Casa Grande e Senzala foi lançado em 1933, momento em que o Brasil sofria significativas transformações iniciadas em 1930, como o agravamento da crise econômica, levantes militares e revoltas.
O livro foi desenvolvido com o olhar do autor de homem branco e senhor. Por mais que a presença do negro tenha sido exaltada, ainda transparece sua cultura patriarcal e sua posição social, pois este tempo foi muito difícil para a maioria dos brasileiros, principalmente para o negro.
Conhecido por seus vários capítulos sobre a sexualidade do Brasil Colonial. É importante a descoberta de Freyre de que a fama brasileira de promiscuidade sexual não é derivada dos indígenas nem dos negros vindos da África, mas sim do europeu, pois ambos não eram muito sexualizados e tampouco possuíam a malicia dos povos europeus.
Com a falta de mulheres brancas para os colonizadores a miscigenação foi inevitável, o casamento entre mulheres indígenas e homes branco foi incentivado pela igreja, mas com negras vindas da África não, pois a eles o acesso ao sacerdócio era vetado. A igreja também não teve grandes preocupações com a educação de mestiços e negros.
Escolas eram raras e existia pouca educação religiosa isso foi desencadeado a partir da criação de crianças brancas, negras e mestiças no mato. Nesse quesito, Freyre mostra uma das raízes da violência na sociedade. O menino branco da Casa-Grande era ensinado desde a infância a ser insensível com os animais e com todos aqueles que considerassem inferiores, ou seja, os negros e os mulatos. Violência está que o seguiria durante a vida adulta, principalmente contra as mulheres, o sentimento de posse em relação à mulher foi herdado pelo homem patriarcal.
Freyre não romantiza o sistema colonial brasileiro, mas sim, busca uma compreensão do sistema escravocrata da época. Com um ar poético, o livro exalta a contribuição das três raças que formaram nosso caráter, mostrando que não foi a miscigenação brasileira que nos deixou com muitos de nossos problemas atuais, mas sim a escravidão e sua mentalidade, ainda presente em boa parte do Brasil contemporâneo.
Acredito que este livro poderia ser usado como base para aulas no ensino fundamental, pois o mesmo nos traz uma nova percepção da formação de nossa nação, poderia se trabalhar com a elaboração de árvores genealógicas dos educandos, pesquisas a respeito da culinária, vestuário, religião, doenças trazidas pelos portugueses durante a colonização e com elaborações de painéis que possam representar a vida das pessoas naquela época, existem inúmeras possibilidades de uso.

Referência Bibliográfica: 

 FREYRE, G. Casa Grande e Senzala. 50ª. ed. São Paulo, 2005.

Publicado por: Maiara Oliveira


Os Mecanismos da Conquista Colonial


Durante o recesso escolar, optei por estudar à invasão e conquista da América. Para isso, realizei a leitura do livro intitulado Mecanismos da Conquista Colonial, do autor Ruggiero Romano.

Na primeira parte do livro, é discutido a série de fatores que culminaram na conquista da América, abordando de maneira interpretativa as vantagens bélicas, quase sempre limitadas a fatores geográficos onde as batalhas ocorreram. É destacado aqui, a importância da aliança entre europeus e indígenas durante o período de conquista, principalmente quando se tratava de batalhas empreendidas a exércitos regulares, ou seja, as grandes civilizações pre colombianas.

Em seguida, disserta sobre a imposição cultural exercida pela religião católica e seu impacto na estrutura político religiosa extremamente fechada em que essas civilizações se encontravam. As diferenças entre os povos conquistados, as epidemias, tudo isso é analisado e discutido durante a primeira parte do livro. Oferecendo assim, uma rede onde cada fator desencadeava um outro, destacando que todos os mecanismos eram interligados e dependentes.

Para entender as motivações dos espanhóis, é feita uma breve análise da raiz do pensamento hegemônico dos conquistadores. Observando que suas ambições, preconceitos e princípios advinham das suas sociedades de origem e da condição econômica da Europa no período. O grande numero de nobres que não possuíam terras e nem perspectivas de adquirir posses na terra natal, segundo o autor, foi a motivação para que viessem tantas expedições particulares para o recém achado continente. Romances de cavalaria permeavam o imaginário desses homens através de saborosas narrativas que exaltavam a bravura e a honradez de homens corajosos em terras pitorescas.

Traçando paralelos entre a colonização na América e a Europa medieval, o autor recorre aos feudos para explicar as propriedades concedidas aos conquistadores e a seus filhos. Deixando claro para os leitores que o capitalismo europeu não visava substituir o sistema de exploração de indígenas. Mesmo após as disposições reais, que em teoria buscavam criar um mercado de mão de obra assalariada, as mudanças jamais chegaram a ocorrer efetivamente visto que permitia forçar o indígena a produzir se o mesmo o recusasse. Gerando um conflito ainda maior, precarizando as condições de trabalho e ainda, posteriormente, criando mecanismos de endividamento.

Por fim, o autor considera e problematiza o sentimento de "latinidade", falando sobre sua origem e sobre a sua ressignificação. Para que, segundo ele, não sejamos cúmplices de um prolongamento da conquista. Apontando assim, um tema para futuras pesquisas.

O livro proporciona ao professor uma importante ferramenta ao trabalhar o assunto. Além de servir como referencial teórico para a elaboração de aulas, pode se utilizar trechos e recortes importantes e ainda oferecer ao aluno contato com fontes históricas contidas no subtítulo documentos, estimulando a sua criatividade e senso crítico.


REFERÊNCIAS

ROMANO, Ruggiero. Os Mecanismos da Conquista Colonial: Os conquistadores. 3. ed. São Paulo: Perspectiva S.A, 1995. 126 p. Tradução de: Marilda Pedreira.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

A Formação da Classe Operária Inglesa I





A  Formação da Classe Operária Inglesa I

A  árvore da liberdade


A Formação da Classe Operária Inglesa é uma obra dividida em três volumes, A árvore da Liberdade, A maldição de Adão e A força dos trabalhadores, onde o autor dedica-se de maneira intensa a descrever o processo de construção, de reconhecimento e identificação da classe trabalhadora na Inglaterra.  E. P. Thompson, utilizando o conceito de classe marxista onde do ponto de vista histórico para que haja o reconhecimento de uma classe social dois fatores são necessários: a consciência e a identidade. A consciência é o item de maior importância para a identificação da classe, ou seja, a classe não está constituída de acordo com um dado estatístico salarial, com base em quanto o sujeito ganha anualmente, como observamos dentro do ponto de vista econômico mundial vivido por nós hoje, e sim pela consciência que o sujeito tem em relação a sua classe social, como ele se identifica, quais são suas origens e seus aspectos culturais. Marx considerou a burguesia revolucionária, do ponto de vista que ela implantou o modo econômico capitalista, superando o antigo sistema medieval em que o trabalhador estava preso à terra e ao seu proprietário, criando um novo modo de vida que se sustenta com base no detrimento da classe trabalhadora. Esta classe por sua vez, a partir do momento em que se reconhece, passa a ter ação política dentro do processo histórico industrial capitalista inglês, constituindo-se então verdadeiramente como classe. Dessa forma para entender o processo de formação da classe trabalhadora inglesa, Thompson analisa todas as estruturas e todos os aspectos que vão constituir essa categoria social, e como elas surgem no decorrer do século 19 logo após as revoluções burguesas, adquirindo direitos dentro do espaço político. Dentro da sua análise ele demonstra que não é possível trabalhar com generalizações quando tentamos entender como a classe se forma, percorrendo aspectos relevantes ligados aos primeiros movimentos e as primeiras organizações políticas, dentro de uma sociedade complexa e regimentada por tradições baseadas em direitos adquiridos através do costume e da moral inglesa. Para Thompson a questão da identidade está ligada a cultura e a consciência está ligada a luta política, dentro dessa abordagem marxista, ele busca os atores da formação histórica da classe operária inglesa, quais são os fatores culturais, as lutas religiosas e os enfrentamentos com o Estado, demonstrando como não é possível trabalhar com generalizações porque a classe operária não é um bloco único, sem diferenças culturais.
Com um capítulo tratando exclusivamente sobre a questão religiosa inglesa, onde os dissidentes foram impedidos por um longo período de participar da vida pública e como ao longo do século passam a trabalhar pelas suas liberdades civis e religiosas. A obra evangelizadora, analisada pelo autor, também revela uma considerável parcela da população de pobres, com características diversas. No capítulo três, As Fortalezas de Satanás, observamos que as diversas camadas sociais que constituem as frações do proletariado, onde os sujeitos que orbitam sem profissão e formam o excedente da força de trabalho no final do século 18 e constituíam dentro do julgo da dissidência religiosa, os pobres de cristo, pecadores penitentes, assassinos, bêbados e ladrões. Mas que dentro do viés de classe esse comportamento “criminoso” revela na verdade os meios diversos que a população excedente encontrou, fora dos meios legais e do sistema capitalista de trabalho, para se manter. Os falsos moedeiros, agentes lotéricos, parasitas às margens do rio ou as diversas personalidades pitorescas como os garotos da sarjeta, caçadores de briga, marreteiros, cocheiros de ocasião, idiotas... (P.57), que somavam ao todo cento e quinze mil habitantes dentro de uma população estimada em cerca de um milhão, representavam uma parcela considerável da população e uma minoria que sem linguagem política poderiam ter suas ações e participações no processo de formação da classe facilmente esquecidos.
Pensando a questão da formação da classe operária e todo o exaustivo trabalho do autor para entender os processos que levam os trabalhadores ingleses a se identificarem como classe e se reconhecerem dentro dos aspectos culturais, sociais e econômicos elevando a categoria trabalhadora a uma real consciência de classe e levando em consideração que a obra se passa dentro do contexto das revoluções burguesas na Inglaterra, período que será abordado dentro dos assuntos que serão tratados em sala de aula, nas turmas de Ensino Médio do segundo ano da Escola Estadual Melvin Jones, é de extrema importância mas que devido a complexidade da obra, não é recomendado para leitura em sala de aula. Entretanto a análise é fundamental para a pesquisa do professor, que deve entender as complexidades desse período revolucionário não apenas na Europa, mas em todo o mundo, inclusive no Brasil, e que ainda ditam as normas e regras do plano político, social e econômico que vivemos atualmente. A obra também pode ser utilizada pelo professor no auxílio da elaboração de conteúdos que se proponham a traçar um panorama entra as diferenças constituintes de uma sociedade que desponta de maneira vantajosa na nova organização econômica e como isso reflete nos processos políticos de independências e substituição de força de trabalho nas colônias americanas, e como esses países são inseridos dentro da nova organização mundial capitalista, deixando de serem colônias de exploração para tornarem-se repúblicas periféricas. O professor além de elaborar tais conteúdos, também poderá propor atividades de pesquisa para identificar quem são os agentes e os atores dentro do processo de formação das classes trabalhadoras e os diversos segmentos de classe nos países latinos e americanos.

THOMPSON, E. P. A Formação da Classe Operária Inglesa; tradução Denise Bottmann. - Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
Tradução de: The making of the english working class.




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Brasil: uma biografia. Pesquisa em Brasil Imperial

Na obra Brasil: uma biografia, as autoras Lilia M. Scharcz e Heloisa M. Starling apresentam uma análise histórica no território brasileiro, entre a chegada dos portugueses e os dias atuais. O livro se organiza de maneira cronológica e se divide em capítulos relacionados às principais estruturas sociais, econômicas e políticas do país ao decorrer dos últimos séculos. Rico em imagens que auxiliam o leitor a compreender conceitos e construções, o livro possui uma linguagem explicativa e simples, que pode ser acessada além dos profissionais da área.
Para o nosso trabalho, a leitura se deteve no Brasil Colonial, pois esse será o período de estudo durante o ano letivo na escola. Esse espaço de tempo é dividido na formação inicial do país, onde decorrem as relações do português com os povos nativos, as sociedades ameríndias no território brasileiro, e as formas de organização utilizadas pela Coroa Portuguesa na colonização do território. Em sequência decorrem as organizações da “civilização do açúcar”, como as próprias autoras se referem, e todo o sistema escravista, com suas camadas, estruturas de trabalho e resistências. O último capítulo já estudado, engloba a descoberta dos minerais preciosos da atual região de Minas Gerais, e toda a sociedade mineradora que se desenvolve na região. Os interesses portugueses e as práticas de escambo, bem como a estrutura de trabalho e relações presentes no período.
            O livro é muito útil como fonte de pesquisa para o professor. É bastante completo e por possuir sua organização numa cronologia semelhante aos livros didáticos, é fonte acessível para o desenvolvimento das aulas. Analisa os processos de maneira contínua, com informações que ajudam a entender os processos de transição na história do nosso país. Além disso, por não ter uma linguagem muito complicada, recortes podem ser usados para leituras em sala de aula, sendo apenas para comentários, ou até mesmo para atividades onde os estudantes poderiam produzir algo acerca desses trechos, podendo utilizar-se de questionários ou palavras-chave com a finalidade de uma produção de mapa conceitual do determinado recorte.


REFERÊNCIAS:

 SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M.. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. 694 p.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Os intelectuais na Idade Média


Os intelectuais na Idade Média - Jacques Le Goff

            Neste período de recesso escolar estive envolvida com a leitura do livro ‘Os intelectuais na Idade Média’ de Jacques Le Goff a fim de compreender alguns aspectos da época. No livro o autor fala do cotidiano estudantil do século XIII e não os teólogos que tinham influência naquela época (muitos livros tratam disso).
            O intelectual da Idade Média descrito, nasceu junto com as cidades no Ocidente com o desenvolvimento industrial, o comércio nos centros urbanos, onde os clérigos eram camponeses porque trabalhavam na terra, também eram soldados, administradores, juízes, grandes proprietários de terra ... O intelectual apareceu como um desses homens de ofício, constituindo um grupo social urbano, eles eram novidade em um período que isso era suspeitado.
O intelectual do século XII é um profissional, com os seus materiais - os antigos -, as suas técnicas - a principal das quais é a imitação dos antigos. Um homem cujo oficio é escrever ou ensinar, e de preferência as duas coisas a um só tempo, um homem que, profissionalmente, tem uma atividade de professor e de erudito, em resumo, um intelectual – esse homem só aparecerá com as cidades. (LE GOFF, 1957, pág. 30).
            Nessa época, escolas e mercados apareciam junto com as cidades. Os mestres geralmente não eram sacerdotes e a teologia era apresentada como ciência.
            Ao longo do livro Le Goff fala de quatro intelectuais da época, Abelardo, Tomás de Aquino, Siger de Brabante e Wyclif.

            Acredito que trabalhar esse livro no ensino fundamental seria bem interessante se recortes fossem feitos. Mostrar a Idade Média desvinculada a ideia de Idade das Trevas, explicando, por exemplo, que foi necessária uma separação entre escola monástica (para os monges) e uma escola urbana, aberta para todos e refletir sobre as escolas hoje em dia fazendo algumas comparações. Mostrar aos educandos como eram as cidades e a mudança que aconteceu ao longo do tempo e utilizar o recurso de confecção de maquetes – metodologia dinâmica - para que pudessem visualizar melhor a transformação.
Referências Bibliográficas:
Os intelectuais na Idade Média/Jacques Le Goff; tradução de Marcos de Castro. – 2ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. 

Bolsista: Bruna Grizza

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A SOCIEDADE FEUDAL, MARC BLOCH



Durante estas férias, estive empenhada na leitura do livro A Sociedade Feudal de Marc Bloch. A obra foi escrita no ano de 1939-1940, e encontrasse na 2º edição, traduzida por Liz Silva e revisada por Miguel Rodrigues e Eugenia Rodrigues.
            O livro ajudou a  denominar a Idade Média a um período extremamente extenso, que abrangeu quase um milênio, este período que foi classificado como Idade das Trevas, o que é de todo correspondente a verdade, principalmente quando se refere á atuação da Igreja Católica, a qual teve muitas variáveis durante o tempo.
Conceituar feudalismo através da obra de Bloch permite a construção do Sacro Império, no séc. X. Magno, reintroduz o império (romano-germânico). Com o desmoronamento do Sacro Império, a Europa assisti a chegada dos húngaros, dos normandos e dos árabes. Estes que deram inicio a um período de fome e pestes, que ficou conhecido como peste negra no período medieval.
O livro nos permite compreender a forma de como o feudalismo é formado, desde a relação de poder do senhor feudal, até ao seu sistema econômico, na qual a pessoa trabalha em troca de proteção do senhor feudal.
Quando os germanos se tornam sedentários e acabam por se converter a religião católica visando incorporar seus costumes ( séc VI e VIII), eles continuaram sendo vistos como saqueadores. Marc assim, reconstrói a história destes povos, os sarracenos, no ano de 890, atacavam e saqueavam mosteiros distantes, na Riviera, fazendo de prisioneiros quem em sua frente estivesse, pegando-os como prisioneiros e por fim os vendendo como escravos. A Europa ocidental, era a zona de encontro dos saqueadores húngaros, que por fim alcançaram um vasto território na Galileia do norte.
No livro, também é falado sobre os escandinavos, que nos deixaram um legado de histórias sobre as lendárias lutas e conquistas vikings. Mas não posso deixar de lembrar do terror a qual estes homens fizeram a Europa passar, os vikings  dominaram Santiago de Compostela, na margem do mar norte entre os anos de 966 e 970. Porém, eles não eram tão invencíveis  assim, foram derrotados por na Borgonha , mas por fim são aceitos nos territórios da Normandia.

            Por conta da insegurança que percorria a capital, os senhores feudais chegaram a conclusão de que a segurança deveria ser de sua responsabilidades , dando inicio ao feudo . Em troca desses serviços se de a relação senhor – escravo.




Referencia: 
BLOCH,Marc Léopold Benjamin. A sociedade feudal, 2 edição, 1998, 512 p.